Mudar, mas para pior – o que propõe a MP do ensino médio

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O governo editou uma Medida Provisória para reformar o Ensino Médio. Mas com ela muda para pior o que já não está bom: o fatiamento do currículo em cinco itinerários formativos significa a negação do direito a uma formação básica comum, reforça as desigualdades de oportunidades educacionais já que serão as redes de ensino a decidir quais áreas (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnico profissional) irá ofertar; a permissão de que professores sem formação específica assumam disciplinas para as quais não foram preparados precariza ainda mais a docência e compromete a qualidade do ensino; o incentivo à ampliação da jornada (tempo integral) sem que se assegure investimentos de forma permanente resultará em oferta ainda mais precária, aumentará a evasão escolar e comprometerá o acesso de quase 2 milhões de jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola ou que trabalham e estudam; a profissionalização como um dos itinerários formativos resultará em uma forma indiscriminada e igualmente precária de formação técnico-profissional acentuada pela privatização por meio de parcerias; a retirada da obrigatoriedade do ensino de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física é mais um aspecto da sonegação do direito ao conhecimento e compromete uma formação que deveria ser integral – científica, ética e estética.

Acesse aqui a Medida Provisória

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